Razões que avalam a candidatura de Cuba a membro do Conselho de Direitos Humanos

28/02/2020 18:39

A llha maior das Antilhas resolveu apresentar sua candidatura a membro do Conselho de Direitos Humanos para 2021-2023. Assim foi confirmado pelo chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, durante sua intervenção em Genebra

A llha maior das Antilhas resolveu apresentar sua candidatura a membro do Conselho de Direitos Humanos para 2021-2023. Assim foi confirmado pelo chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, durante sua intervenção em Genebra, no Segmento de Alto Nível do 43º período ordinário de sessões deste organismo.

Se falarmos em verdadeiro compromisso em matéria de promoção e proteção de todos os Direitos Humanos para todas as pessoas e povos do mundo – se, duplos padrões, manipulação, politização e seletividade do tema – nosso país mostra com orgulho importantes avanços em escala internacional.

No ano passado, o povo cubano ratificou a Constituição da República em um referendo. Os resultados do processo confirmaram o firme apoio do povo ao sistema político que escolheu livremente e à Revolução Cubana. A Carta Magna do país consagra os Direitos Humanos que ainda são uma quimera para outros povos do mundo.

Apesar de quase seis décadas do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, a Ilha maior das Antilhas cumpriu os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e suas metas, três delas antes do prazo estabelecido em 2015, e hoje tem total compromisso com o cumprimento da Agenda 2030 e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com alguns objetivos já alcançados.

Cuba tem resultados relevantes em educação, saúde e previdência social, reconhecidos mundialmente. Fiel à sua vocação de solidariedade apoiou outros povos nas lutas contra o colonialismo e o apartheid e na luta contra o Ebola na África. Mais de 400 mil profissionais de saúde concluíram missões em 164 países (trabalho que permitiu ao contingente médico cubano Henry Reeve obter o Prêmio de Saúde Pública em memória do dr. Lee Jong-wook, concedido pelo Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde) e, graças ao programa de alfabetização «Eu sim posso» (Prêmio Unesco-Rei Sejong de Alfabetização em 2006 e Prêmio Mestres 68 em 2012), mais de nove milhões de pessoas foram alfabetizadas em mais de 30 Estados.

Entre os exemplos mais relevantes da contribuição da Ilha para a paz mundial estão a Proclamação da América Latina e do Caribe como zona de paz durante sua Presidência da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac). Havana sediou os diálogos entre o governo colombiano e as FARC-EP, que concluíram com a assinatura do Acordo de Paz, e sediou em fevereiro de 2016 uma reunião histórica entre o Papa Francisco e Sua Santidade Kirill, Patriarca de Moscou e Toda a Rússia, a primeira reunião dos líderes de ambas as igrejas, após o cisma de 1054. «Se continuar assim, Cuba será a capital da unidade», disse Sua Santidade Francisco naquela ocasião.

Nosso país participou ativamente da negociação para a criação do Conselho de Direitos Humanos, foi eleito membro fundador deste de 2006 a 2009 e membro nos períodos 2009-2012, 2014-2016 e 2017-2019, sendo este último o país mais votado da região. De junho de 2011 a junho de 2012, assumiu uma das vice-presidências do Conselho, representando nossa América.

Com esta candidatura, Cuba continuará contribuindo para a comunidade internacional sua experiência em diálogo e cooperação em prol dos Direitos Humanos.

Fonte: Granma
https://pt.granma.cu/cuba/2020-02-27/razoes-que-avalam-a-candidatura-de-cuba-a-membro-do-conselho-de-direitos-humanos?fbclid=IwAR3IaMmXCSsFV7gyk_7nDQ1pSE2CoQRAuvdwcFgV02DO25hLWXcfvWXE89Q

 

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