As redes do bloqueio não impedirão que Cuba seja informatizada

13/10/2019 09:16

Jorge Luis Perdomo, titular do Micom, comentou que essa política fracassada tem um duplo padrão: por um lado, pune com o bloqueio e, por outro, promove a subversão política, fazendo uso das redes para a proliferação de notícias falsas contra a Ilha

Danos de mais de 55 milhões de dólares causaram o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos ao sistema do Ministério das Comunicações (Mincom) de Cuba de abril de 2018 a março deste ano.

As empresas mais afetadas são a de Telecomunicações de Cuba (Etecsa); Segurmática, que visa comercializar licenças para uso e segurança de tecnologia da informação, além de fornecer serviços associados a esses problemas, e a Empresa de Aplicações Informáticas (Desoft), enquanto também são afetados os grupos econômicos Correos de Cuba e o ministério da Computação e as Comunicações.

Essa política hostil adquire uma nova dimensão: a tecnológica, por afetar os processos que impactam diretamente a informatização da sociedade, expõe o relatório apresentado pela Mincom na audiência pública contra o bloqueio econômico, convocada pela Comissão de Atenção à Serviços da Assembleia Nacional do Poder Popular, foi realizada na segunda-feira, 7 de outubro, na capital.

Mais de 98% do valor total dos danos estão concentrados na empresa Etecsa. A esse respeito, Mayra Arevich, presidenta da Etecsa, enfatizou que o maior dano está na aquisição de tecnologias, aplicativos e softwares de origem norte-americana; no aumento do custo do financiamento e na recusa em prestar serviços bancários a Cuba.

Apesar do ressurgimento do bloqueio, acrescentou, os trabalhadores da empresa continuam desenvolvendo e implementando os investimentos que garantem o processo de informatização da sociedade cubana.

Jorge Luis Perdomo, titular do Micom, comentou que essa política fracassada tem um duplo padrão: por um lado, pune com o bloqueio e, por outro, promove a subversão política, fazendo uso das redes para a proliferação de notícias falsas contra a Ilha.

No caso do desenvolvimento de novas tecnologias de informação e comunicação em Cuba, o bloqueio imposto pelo governo dos Estados Unidos ao país impede o acesso a ferramentas computacionais essenciais no treinamento e produção de conteúdo de software nacional.

Um dos efeitos que a política criminal afeta neste setor está relacionado às restrições ao uso do dólar norte-americano nas transações financeiras e comerciais da Ilha, o que leva ao uso de outras moedas, gerando prejuízos para as entidades cubanas, pelos diferentes tipos de taxas de câmbio.

Outro dano está localizado na negação de informações na rede de redes, uma vez que se reconhece que a solicitação de link é feita a partir de um endereço de Internet (IP) concedido ao domínio cubano .cu, conforme declarado no relatório apresentado em audiência pública.

No entanto, embora essa política afete diretamente o setor de telecomunicações, o país buscou estratégias para a promoção de plataformas de comércio e governo eletrônico por empresas nacionais, alternativas não apenas do Ministério das Comunicações (Mincom), mas também de todas as organizações que trabalham no processo de informatização da sociedade cubana, disse Magda Brito, diretora de informatização da Mincom.

Fonte: Granma
https://pt.granma.cu/cuba/2019-10-08/as-redes-do-bloqueio-nao-impedirao-que-cuba-seja-informatizada

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