Raúl Castro e Barack Obama se reúnem na Cúpula das Américas

20/04/2015 18:26

Os presidentes Raúl Castro e Barack Obama, de Cuba e dos Estados Unidos, se reuniram no Panamá durante um intervalo da última jornada da Sétima Cúpula das Américas, um encontro amplamente esperado por todos.

 

Foto: Estudio Revolución
Os presidentes Raúl Castro e Barack Obama, de Cuba e dos Estados Unidos, se reuniram no Panamá durante um intervalo da última jornada da Sétima Cúpula das Américas, um encontro amplamente esperado por todos. Os presidentes Raúl Castro e Barack Obama, de Cuba e dos Estados Unidos, se reuniram no Panamá durante um intervalo da última jornada da Sétima Cúpula das Américas, um encontro amplamente esperado por todos. 

Depois dos discursos pronunciados por cada um e instantes depois de posar para a costumeira foto oficial, os dois mandatários ocuparam uma sala preparada para a reunião no Centro de Convenciones Atlapa.

Raúl disse que o fundamental é que estão dispostos a discutir sobre qualquer tema, inclusive sobre direitos humanos e liberdade de imprensa. Dessas e de outras questões, de Cuba e também dos Estados Unidos.

Penso que se pode discutir sobre tudo, se isto for feito com respeito mútuo, considerou o presidente cubano. “Pode ser que nos convençamos de algumas coisas, mas de outras não”.

Não se deve ter ilusões, advertiu, temos muitas diferenças e uma história complexa, mas estamos dispostos a avançar nas reuniões para estabelecer relações diplomáticas.

Raúl se referiu à abertura das embaixadas, ao aumento das visitas entre os dois povos e a praticar todas as questões próprias de “vizinhos tão próximos”.

Podemos falar de tudo com paciência, mesmo nestes tempos em que a vida avança tão rápido, apontou. Esperamos que nossos mais próximos colaboradores saibam cumprir as instruções dos dois presidentes.

Por sua parte, Obama se referiu a que a história entre os Estados Unidos e Cuba era complicada, pois houve desconfiança durante muito tempo. Depois de 50 anos chegou o momento de algo novo, considerou.

É importante manter o contato entre os governos e povos, opinou. “Estamos no caminho para o futuro, deixaremos para trás as coisas que tornaram o passado complicado”.

Obama disse que ambos os povos apoiaram positivamente as mudanças. Na medida em que haja mais intercâmbio, creio que haverá mais contato direto e maior relação entre nossos povos, expressou. 

Seguirão havendo diferenças profundas e significativas, seguiremos tentando “levantar as preocupações sobre democracia e direitos humanos”.

“Como disse Raúl em seu discurso apaixonado, eles também tentam levantar essas preocupações”. Ambos podemos virar a página, entabuando novas relações, agregou em seguida. 

Queremos que nossos diplomatas tenham contatos mais cotidianos, disse, até o ponto de abrir as duas embaixadas

“Obrigado a Castro pelo espírito de abertura que demonstrou para conosco”. Podemos seguir construindo nossa relação baseando-nos no respeito mútuo, apontou.

Castro falou em seu discurso sobre a dureza que os cubanos têm tido que suportar, minha política é ajudar a que sejam mais prósperos, “o povo cubano é um povo de pessoas iluminadas, inteligentes e brilhantes”, concluiu.

Pelos Estados Unidos, participaram do encontro, que foi descontraído, Susan Rice, assessora de Segurança Nacional; Roberta Jacobson, secretária assistente de Estado para os Assuntos do Hemisfério Ocidental; Ben Rhodes, vice-assessor de Segurança Nacional e Ricardo Zúñiga, diretor de Assuntos Hemisféricos do Conselho de Segurança Nacional.

Por Cuba, estiveram presentes, o chanceler Bruno Rodríguez Parrilla; Alejandro Castro Espín e Juan Francisco Arias Fernandez, ambos da Comissão de Defesa e Segurança Nacional e a diretora geral de Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores, Josefina Vidal Ferreiro.


Fonte: Granma; tradução do Portal Vermelho

 
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