Obama endureceu bloqueio e perseguição financeira contra Cuba

22/09/2010 01:28

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (15) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ficou aquém das expectativas em função de seu discurso e  intensificou o bloqueio contra o país.

O chanceler disse a jornalistas que o governo de Obama aumentou em 2009 a aplicação de multas contra as empresas que fazem negócios com Cuba e a perseguição contra as transações financeiras da ilha em bancos de terceiros países.


"A política de bloqueio dos últimos dois anos, ou seja, sob o governo do presidente Obama, não mudou nada. Pode-se dizer, inclusive, que em alguns aspectos no último ano o bloqueio foi endurecido, foi reforçado", disse ele.


"O presidente Obama tem ficado, em matéria de política para Cuba e em particular na política de bloqueio e subversão, abaixo das expectativas criadas na comunidade internacional e na própria opinião pública norte-americana", acrescentou.


Rodrigues observou que Obama tem o poder de alterar os aspectos do embargo. Ele disse que o presidente norte-americano pode aliviar ou eliminar a proibição do uso de dólares em transações para a ilha.


O chanceler cubano fez as declarações em Havana, ao apresentar um informe sobre o impacto do embargo, que, segundo Cuba, custou 751 bilhões de dólares à economia do país desde sua aplicação, em 1962, para forçar a mudança do governo da ilha.


"É uma peça de museu da Guerra Fria. É uma política que fracassou durante 50 anos," disse o chanceler sobre o embargo dos EUA.


Obama prometeu "relançar" as relações com Cuba, mas disse que não suspenderia o bloqueio, sob o falso pretexto de obrigar o país a "avançar em  matéria de direitos humanos".

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votará no dia 26 de outubro uma moção de condenação ao embargo, apoiada há duas décadas por uma grande maioria de nações.


Obama aliviou ligeiramente o embargo, autorizando as viagens e envios de remessas dos exilados cubanos e as operações de empresas de telecomunicações. Além disso, restabeleceu o diálogo sobre assuntos de migração, que havia sido interrompido pelo seu antecessor, George W. Bush.


Com informações das agências

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