Fidel volta a alertar para o perigo de guerra nuclear

11/08/2010 11:05

O líder da revolução cubana, Fidel Castro, alertou neste sábado (7) os deputados cubanos sobre o perigo de uma guerra nuclear, que considera evitável se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, for persuadido a modificar sua política em relação ao Irã.

De pé na tribuna da Assembleia Nacional (Parlamento), no tradicional uniforme verde-oliva, Castro leu uma breve mensagem sobre o conflito nuclear que, em sua opinião, explodiria se os Estados Unidos e Israel atacassem o Irã.


Obama

Ele está convencido de que Obama pode evitar a catástrofe. "Um homem terá que tomar sozinho a decisão: o presidente dos Estados Unidos. Com certeza, por suas múltiplas ocupações, não se deu conta, no entanto (do risco de uma guerra nuclear). Mas seus assessores começam a compreendê-lo".


"No mesmo instante em que (Obama) desse a ordem”, ponderou, “estaria ordenando a morte instantânea não apenas de centenas de milhões de pessoas, entre elas um incalculável número de sua própria pátria, assim como os tripulantes de todos os navios da frota dos EUA nos mares em torno ao Irã. Simultaneamente, a conflagração explodiria em todo o Oriente e em toda a Eurásia".


Esforço dissuasivo


"Quis o acaso”, complementou o ex-presidente de Cuba, “que neste instante preciso, o presidente dos Estados Unidos seja um descendente de africano e de branco, de maometano e cristão. Não dará (a ordem) se tomar consciência disso. É o que estamos fazendo aqui" (...) "Estamos dando uma contribuição a esse esforço dissuasivo".


Em suas últimas reflexões, Fidel tem reiterado a convicção de que a conjuntura de crescente agressividade do imperialismo contra o Irã pode precipitar uma guerra nuclear. Confira outros pensamentos que ele externou na mensagem ao Parlamento cubano:
"A vantagem de Obama é que não é Nixon, Nixon era um cínico".


"Não demorei muito em me dar conta de que havia uma esperança e muito profunda, certamente. Se a oportunidade se perdesse, o desastre adquiriria a pior das consequências. A espécie humana não teria então salvação possível.


"O que importa é o que vão fazer agora, se é que estão realmente decididos a lutar para impedir a guerra. E me parece muito bem isso" (em relação à China, Rússia e União Européia).

"A ordem atual estabelecida no planeta (depois de um eventual conflito nuclear) não poderá perdurar e inevitavelmente será derrubada, de imediato. As chamadas divisas conversíveis perderão seu valor como instrumento do sistema que impôs um aporte de riquezas, de suor e sacrifícios sem limites aos povos".


"Nunca na história houve situação como esta".


Com agências

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