Era Obama bate recorde de sanções por comercialização com Cuba

20/10/2011 00:59

O governo de Barack Obama impôs mais de 1,1 bilhão de dólares a título de multas a entidades ou cidadãos por comercializarem com Cuba. O número é superior às cifras registradas em administrações estadunidenses anteriores.


O valor total das multas pagas por mais de 20 pessoas físicas e jurídicas condenadas neste período "supera com acréscimo" as impostas antes, afirmou à imprensa o primeiro vice-ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Orlando Hernández Guillén.

Frente a tais números, "não podemos falar de flexibilização de medidas contra Cuba", ao contrário, "os Estados Unidos dão as costas cada vez com mais força ao pedido mundial de acabar com o bloqueio econômico e financeiro a nosso país", afirmou.

Ele acrescentou que a aplicação de sanções e pressões dos Estados Unidos a empresas, bancos e cidadãos que comercializam com Cuba gera um efeito dissuasivo entre os potenciais investidores e impede estabelecer negócios conjuntos em importantes setores.

O vice-ministro denunciou que o bloqueio e leis vigentes, como a Helms-Burton e a Torricelli, impedem que Cuba tenha acesso a tecnologias de ponta estadunidenses para desenvolver a indústria petroleira, a saúde, a aviação e outros setores econômicos e sociais.

Além disso, disse, dificultam o acesso a financiamentos provenientes de bancos estrangeiros para o desenvolvimento de projetos com investimento externo direto no país, ao mesmo tempo em que penalizam bancos que eventualmente poderiam participar em investimentos na ilha.

"Os prejuízos causados pela guerra econômica dos Estados Unidos contra Cuba se mantêm com toda sua força e se recrudescem", ressaltou o vice-ministro.

"Nenhuma das medidas adotadas pela administração de Obama implicou mudanças substanciais na política estadunidense para a ilha, seu alcance tem sido muito limitado".

Estas, assinalou, "se dirigiram apenas à eliminação de restrições muito pontuais, mantendo em essência o bloqueio imposto a nosso país desde 1962, como uma arma de pressão política".

Hernández destacou que hoje "é mais complexo para Cuba" o desenvolvimento de suas atividades normais vinculadas ao comércio exterior, ao investimento estrangeiro e à cooperação internacional.

O vice-ministro destacou que, embora Cuba consolide as relações com outros países, isto não minora os brutais efeitos do bloqueio, os quais atrapalham o desenvolvimento econômico do país.

Fonte: Prensa Latina


 


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