Empresários dos EUA criticam bloqueio contra Cuba

23/10/2011 19:31

Líderes empresariais dos Estados Unidos e funcionários cubanos analisaram, nesta sexta (21), o impacto do bloqueio norte-americano contra a ilha, nas áreas de Saúde, Alimentação e Turismo, e qualificaram a medida como um ato de guerra.

Os palestrantes participaram de uma videoconferência realizada a partir do Teatro do Ministério das Relações Exteriores de Cuba e do salão de protocolo sua da Seção de Interesses em Washington.

O fórum ocorreu poucos dias antes de as Nações Unidas votarem uma resolução rejeitando o cerco comercial e econômico, com um custo para o país caribenho de mais de 975 bilhões de dólares.

Um dos painelistas foi Bob Schwartz, um membro do Fundo para a Educação de Deficientes em Nova York, que condenou o fato de médicos norte-americanos serem proibidos de viajar para Cuba para ensinar novas técnicas de cirurgia ou experimentos conjuntos.

"A ilha tem muito a oferecer em termos de saúde aos Estados Unidos, como suas pesquisas contra o câncer e tratamentos contra as úlceras do pé diabético, que evitariam milhares de amputações por ano nesta nação", disse ele.

Do lado cubano, o doutor Antonio Gonzalez, funcionário do Ministério da Saúde, disse que, nos últimos 12 meses, o impacto do bloqueio no setor médico é de 15 milhões de dólares.

De acordo com González, esta despesa deve-se à compra de medicamentos em mercados distantes e ao aumento nos custos de importação de materiais descartáveis, equipamentos médicos, medicamentos e peças de reposição.

A conferencista Lisa Simon, presidente da Associação Nacional de Viagens dos Estados Unidos, abordou, em seu discurso, as restrições a que seus conterrâneos viajem para a ilha.

"Os norte-americanos estão cada vez mais interessados ​​em saber o que acontece na nação caribenha, razão pela qual também tem atraído o interesse dos aeroportos e agências de viagens", disse.

Segundo ela, o levantamento parcial das restrições implementadas este ano pelo presidente Barack Obama levou à visita de quase 400 mil visitantes cubano-americanos em 2011, e a entrada em Havana de 50 mil norte-americanos.

"Antes do triunfo da revolução cubana em 1959, 90% dos voos turísticos norte-americanos tinham como destino Cuba, um processo que foi cortada nos anos 60 por causa do bloqueio", disse Miguel Figueras, um funcionário do Ministério do Turismo cubano.

Ao analisar a questão alimentar, a presidente da Federação de Arroz dos Estados Unidos, Betsy Nard, comentou que este setor tem sido um dos mais afetados pelo bloqueio contra o povo cubano.

A empresária reiterou que o objetivo principal da Federação de Arroz é alcançar o comércio total e aberto com Cuba. "Nós preferimos ver o embargo comercial contra Cuba levantado por completo e conseguirmos a venda de produtos agrícolas para esta nação", disse.

A videoconferência foi organizada pelas chancelaria cubana.

Fontre: Prensa Latina

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