Cuba rejeita na ONU calúnias do governo norte-americano

30/05/2009 21:55

HAVANA, Cuba, 27 maio (ACN) - O Conselho de Segurança da ONU foi o marco escolhido por Cuba para denunciar e rejeitar mais uma vez a inclusão da ilha por parte dos Estados Unidos em uma lista de nações que, supostamente, patrocinam o terrorismo.

Abelardo Moreno, embaixador cubano no máximo órgão internacional, disse nesta quarta, que os pretextos usados pelos EUA ao longo dos anos para isso, são torpes, pois é evidente a total falta de veracidade, objetividade e a impossibilidade de sustentá-los, reporta a PL desde Nova Iorque.

O representante de Cuba nas Nações Unidas denunciou que com a injustificável inclusão de Cuba nesse grupo, o novo governo dos EUA nega a racionalidade política que proclama publicamente e segue os passos equivocados de seus antecessores.

Moreno destacou que a política irrepreensível da Revolução cubana em relação ao terrorismo não admite questionamentos, nem dúvidas, muito menos provenientes de Washington.

É nos Estados Unidos e não em Cuba, onde atua impunemente uma máfia terrorista que já organizou, financiou e realizou centenas de atos de terrorismo contra a nação cubana.

Sem contar que esse país acolheu o conhecido terrorista internacional Luis Posada Carriles, responsável, entre outros atos contra Cuba, pela sabotagem em 1976 de um avião civil, que tirou a vida de 73 pessoas que viajavam a bordo.

Este indivíduo trabalhou ao serviço da CIA na operação conhecida como Irã-Contras e na implementação do Plano Condor.

Depois, em 1997, preparou uma série de atos terroristas contra hotéis de Havana, que resultaram na morte em 2000 - na flor da idade - do turista italiano Fabio di Celmo, além da tentativa de atentado contra o então presidente Fidel Castro na Universidade da Cidade do Panamá.

Em março de 2005, Posada Carriles, segundo dados do jornal Granma, entrou ilegalmente nos EUA. Só depois de reiteradas denúncias públicas que revelavam sua presença nesse território, o governo de George W. Bush procedeu a sua detenção e julgamento por delitos migratórios e de perjúrio, sem a menor alusão ao terrorismo.

O diplomata cubano disse que, se a nova administração norte-americana realmente deseja demonstrar seu compromisso com a luta antiterrorista, tem agora a oportunidade de atuar com firmeza e sem dupla moral.

Acrescentou que a atual administração estadunidense ainda deve fazer justiça e libertar, sem mais demora, os Cinco lutadores antiterroristas cubanos que mantém como presos políticos há mais de dez anos em cárceres de alta segurança.

Agência Cubana de Notícias

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