Cuba passa por eleições em meio a momentos históricos

23/04/2015 20:19

Na manhã de domingo (19), no colégio eleitoral nº 1, em Havana, o primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, depositou seu voto. O funcionário cubano ratificou no contexto destas eleições o avanço das negociações para o restabelecimento das relações entre Cuba e os Estados Unidos, a atitude cubana na 7ª Cúpula das Américas e a solidariedade com o povo venezuelano perante a mais recente agressão dos Estados Unidos contra o país-irmão.

 

Miguel Díaz-Canel Bermúdez cumprimenta menina da organização dos pioneiros após depositar voto na urna

“Eu creio que nos últimos meses temos vivido momentos muito significativos e simbólicos da Revolução, que fazem parte de sua história e que começaram com o retorno dos heróis cubanos à Pátria, continuaram com o diálogo entre ambos os governos, tendente à normalização das relações, o contundente discurso de nosso presidente no Panamá onde se tentou desacreditar a genuína participação de nossa sociedade civil” expressou.

Díaz-Canel, também membro do Bureau Político do Partido Comunista de Cuba significou que todos estes históricos momentos — guiados por Raúl Castro e demais dirigentes do país — contaram com o apoio do povo cubano e a solidariedade internacional, tudo o qual tornou possível que se mostrassem as razões e verdades da Revolução.

“Estes instantes que vivemos — carregados de emoções e de acontecimentos — nos comprometem a exercer com grande responsabilidade o direito cidadão ao voto e a eleger as pessoas com mais qualidades para conduzir o trabalho da comunidade ou circunscrição. A jornada de hoje também é de ratificação do que temos vivido a sucessos que viveremos como o do próximo primeiro de maio”, indicou.

Sobre os acontecimentos na Cúpula do Panamá explicou que “houve uma manipulação clara, pois se tratou de favorecer a presença de representantes não legítimos da sociedade civil cubana; contudo não foram levados representantes dos indignados de Walt Street ou dos descendentes de africanos nos Estados Unidos. Havia una marcante intenção de desacreditar Cuba e a Venezuela. Eu acho que a resposta de nosso povo, longe de ter sido tosca e vulgar como alguns pensam e tentaram expor foi muito digna, protagonizada por muito pessoal jovem.

“Há uma Vitória Cubana nos fóruns dos empresários, dos jovens, onde nosso país pôde expressar suas conquistas, seus propósitos e onde houve receptividade e se pôde manter um diálogo. A Cúpula foi Cuba, foi Raúl, foi a Revolução e demonstrou que nós com respeito podemos discutir e abordar qualquer tema e que sempre vamos defender com bom senso nossas posições”.

Ao lhe perguntarem acerca das negociações entre Cuba e os Estados Unidos declarou que era injusto que nos tivessem na lista de países terroristas o qual provocava um grupo de ações discriminatórias no âmbito financeiro e de comércio com pessoas e entidades que sofriam muita pressão.

“Na mesma medida em que forem fluindo as negociações se poderá chegar a uma etapa de restabelecimento. Lembrem que na Cúpula das Américas todo este processo ficou marcado pela posição do governo norte-americano para a Venezuela e Raúl expressou que nós não vamos deixar sozinha esta nação mas apoiaremos a causa bolivariana como apoiaremos quaisquer das causas latino-americanas. Isto é uma negociação não uma mediação, na qual nós deixamos claro que há princípios que não entram nesta negociação.

“Haverá que discutir sobre a base naval de Guantânamo, as transmissões ilegais de rádio e televisão a partir dos Estados Unidos e haverá que falar também sobre mecanismos de compensação ao povo cubano pelos danos ocasionados. Nós temos expressado nossa vontade de avançar no processo sempre a partir de uma postura bilateral e de respeito e sem afetar nossos interesses soberanos”.

Fonte: Jornal Granma

 
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