Cuba denuncia danos econômicos e barbárie humana do bloqueio

17/10/2012 01:05

O bloqueio estadunidense contra Cuba é uma violação massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos, denunciou o embaixador cubano na França, Orlando Requeijo, ao apresentar aqui o relatório que será submetido à votação na ONU.


Requeijo explicou que o dano econômico causado por esse cerco até dezembro de 2011, considerando a depreciação do dólar diante do valor do ouro no mercado internacional, chega a 1,66 trilhão de dólares.

"Mas há efeitos que não podem ser quantificados", disse ao se referir às crianças que sofrem de doenças cardíacas ou oncológicas que não se podem se tratar com medicamentos produzidos por laboratórios norte-americanos.

Requeijo e a embaixadora da ilha na Unesco, María de los Angeles Flórez, explicaram os danos causados em seu país por essa política unilateral durante uma conferência na qual participaram membros do corpo diplomático, de partidos políticos e organizações sociais, juristas, jornalistas, intelectuais e cubanos residentes na França.

Afirmaram que durante o governo de Barack Obama foi reforçada a extraterritorialidade do bloqueio e perseguição às transações financeiras de Cuba com terceiros países.

Requeijo citou como exemplo a multa de 619 milhões de dólares imposta ao banco holandês ING por realizar operações com a ilha.

No caso da França, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento norte-americano do Tesouro impôs também uma multa à empresa de navegação e de transporte francesa CMA CGM por prestar serviços a Cuba entre dezembro de 2004 e abril de 2008.

Em maio passado, a Corte Suprema dos Estados Unidos negou o direito de renovação do registro da marca Havana Club à companhia Cubaexport, o que impede que a francesa Pernod Ricard, distribuidora do rum, comercialize-o no país do norte.

A embaixadora na Unesco denunciou, por sua vez, que o governo estadunidense segue limitando os intercâmbios científicos, culturais e esportivos entre os dois países.

Cuba continua sem acesso ao mercado norte-americano para compra-a de insumos escolares e matérias primas, e por isso deve recorrer a fornecedores mais distantes, o que aumenta o custo das operações.

No debate sobre o tema, a jurista Gonzales-Murillo destacou a posição de Cuba que, apesar de ser um país bloqueado, ajuda muitos países do terceiro mundo, sobretudo no campo da saúde e da educação.

Em declarações à Prensa Latina, a embaixadora da Nicarágua na França, Ruth Tapia Roa, qualificou o bloqueio de ato bárbaro e recordou que seu governo sempre rechaçou a existência dessa política injusta.

O cerco econômico, comercial e financeiro contra Cuba foi condenado durante 20 anos consecutivos pela Assembleia Geral da ONU e no próximo mês de novembro será submetido de novo à votação nesse fórum.

Fonte: Prensa Latina

 

 

 

 

Voltar

Pesquisar no site

© 2008 Todos os direitos reservados.