Cuba: Justiça ratifica condenação de estadunidense por espionagem

07/08/2011 16:38

A Suprema Corte de Cuba ratificou a condenação a 15 anos de prisão do funcionário americano terceirizado Alan Gross, acusado de espionagem, segundo a decisão publicada nesta sexta-feira (5) no portal governista Cubadebate.cu. A Sala dos Crimes contra a Segurança do Estado do Tribunal Supremo, que realizou a audiência de apelação no dia 22 de julho, "emitiu resolução definitiva na qual rejeita a impugnação realizada pelo cidadão americano", ressaltou o texto.


Preso em 2009, Alan Gross, 62 anos, foi condenado por "atos contra a independência ou a integridade do Estado" em um julgamento realizado no dia 12 de março. Após o recurso só resta a possibilidade do indulto. "A sentença do Tribunal Supremo rejeita de maneira argumentada os elementos de inconformidade expostos pelo acusado" e por sua advogada Nuris Piñero, informou a nota.

A Justiça cubana considerou que ficou demonstrado que Gross introduziu no país "de maneira ilegal meios de infocomunicações para criar redes internas como parte de um programa do Governo dos Estados Unidos dirigido a promover ações desestabilizadoras no país e a subverter a ordem constitucional". Os Estados Unidos reconhecem Gross como funcionário da empresa Development Alternatives (DAI), contratada pela Agência para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) do Departamento de Estado, mas alega que ele fornecia celulares e equipamentos a grupos judeus para ajudá-los a se comunicar com o exterior.


A família de Gross, o governo americano e personalidades como o ex-presidente Jimmy Carter pedem à Cuba sua libertação por "razões humanitárias", já que o homem perdeu cerca de 45 quilos na prisão e encara uma difícil situação pessoal, com sua filha de 26 anos submetida a uma mastectomia e sua mãe, de 89 anos, doente de câncer.


O texto oficial da decisão da Suprema Corte cubana afirma que Gross "contou com todas as garantias e direitos sobre o devido processo" judicial, "recebeu tratamento decoroso e humanista que corresponde" e "a ele foi facilitado o contato sistemático com seus familiares e o acesso" à assistência consular.


Fonte: Terra Magazine

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