Convenção traça rumos da solidariedade brasileira com Cuba

12/06/2009 19:22

Cerca de 200 participantes na 17ª Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba discutem hoje em Florianópolis iniciativas no Brasil para aumentar apoio e à revolução cubana. Os delegados, alguns de lugares distantes, dividira-se em dois grupos para discutir medidas, ações e atividades para fortalecer a solidariedade com Cuba, a questão da juventude e da educação e acordos entre os dois países.

 

As sessões de quinta-feira (11) foram dedicados a palestras. “Cuba, 50 anos de vitórias” foi o tema a cargo do general Harry Villegas, membro da Associação dos Combatentes da Revolução Cubana e sobrevivente da guerrilha do comandante argentino-cubano Ernesto Che Guevara na Bolívia.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Cuba, Tubal Páez, falou sobre 50 anos de guerra midiática contra a ilha, e fez um apelo: unir, fortalecer e multiplicar a verdade, embelezá-la, torná-la atraente e original, para enfrentar a mentira do altamente organizado monopólio da informação.

O representante do Comitê de Familiares das vítimas do terrorismo contra Cuba Camilo Rojo relatou que ações violentas contra Cuba já causaram 3.478 mortos e 2.099 feridos ou mutilados.

Rojo falou sobre as ações terroristas contra Cuba e os Cinco Heróis cubanos injustamente encarcerados pelo império. Ele afirmou que a explosão do avião da Cubana de Aviación, em 1976, que matou 73 ocupantes, foi o maior ato criminoso no  Hemisfério Ocidental durante o século 20. Mas seus autores intelectuais, Luis Posada Carriles e Orlando Bosch, passeiam livremente pelos Estados Unidos, condenou Rojo, filho de um dos membros da tripulação do avião derrubado.


É por este ato criminoso e muitos outros que cinco combatentes antiterroristas cubanos foram aos Estados Unidos, com a missão de informar Cuba sobre atos de violência terrorista anticubana por parte de grupos baseados na Flórida, que gozam da cumplicidade de Washington.

Os Cinco, como são conhecidos internacionalmente, são verdadeiros lutadores contra o terrorismo e seu trabalho evitou atos violentos contra Cuba e até contra os Estados Unidos, avaliou.

Rojo lembrou que  os Cinco estão há 11 anos presos injustamente, no longo e complexo processo já realizado pela justiça americana. Agora eles aguardam a decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos, que nos próximos 15 dias decidirá se aceita ou não o caso.


O palestrante cubano manifestou a esperança de que a Corte Suprema aceite o processo e ponha fim à prisão injusta. Ele convidou as pessoas solidárias do mundo, que contam-se aos milhões, a redobrarem seu apoio pela liberdade dos Cinco.


Vocês serão os juízes da verdade, caso a Corte Suprema não aceite o caso. Com a pressão de vocês alcançaremos a libertação de Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando Gonzalez, concluiu.


A 17ª Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba no Brasil, como as anteriores, é caracterizada pela representatividade. Alguns delegados viajaram milhares de quilômetros com o único objetivo de expressar o seu apoio à revolução cubana.


A reunião teve início na quarta-feira e durará até amanhã, quando será escolhido o local da convenção do próximo ano e se votará as resoluções que vão guiar o trabalho dos grupos de solidariedade com Cuba  no Brasil durante os próximos 12 meses.


Fonte: Prensa Latina (http://www.prensa-latina.cu)

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