Alarcón responsabiliza EUA por saúde de antiterrorista preso

30/07/2010 00:33

O presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba, Ricardo Alarcón, responsabilizou, nesta quinta-feira (29), o governo norte-americano pela saúde do antiterrorista Gerardo Hernández, prisioneiro nos Estados Unidos e acometido por problemas físicos.

"A saúde de Gerardo corre perigo e dessa situação é inteiramente responsável o governo dos Estados Unidos", advertiu Alarcón, no Palácio de Convenções, na capital, onde trabalham as comissões permanentes do Parlamento, pouco antes do quinto período de sessões da sétima legislatura deste órgão.


Alarcón enfatizou, também, que se obstrui a justiça no caso do antiterrorista ao confiná-lo na solitária da prisão de Victorville, Califórnia, sem que ele tenha cometido indisciplinas.


Para o titular do Parlamento cubano trata-se de uma situação muito grave, porque o réu não somente está na solitária, mas em condições de castigo, em uma cela muito pequena, sem ventilação, com só um diminuto orifício no alto da parede da cela que compartilha com outro cativo.

"O governo estadunidense sabe que Gerardo tem algumas doenças físicas, motivo pelo qual tem reivindicado ser examinado pelos médicos desde o mês de abril", comentou Alarcón, que advertiu que só em 20 de julho lhe permitiram ir a uma consulta.


No dia seguinte, no entanto, levaram-no ao buraco, uma cela de dois metros de altura por um de largura, onde as temperaturas superam os 35°, apesar de terem diagnosticado nele vários problemas, ainda sem tratamento.


Aparentemente, comentou Alarcón, Gerardo tem problemas com uma bactéria que, segundo disse o médico que o atendeu, circulava entre a população penal, com alguns casos muito graves, ainda que não se saiba exatamente se é essa a situação do cubano, já que não lhe fizeram as análises necessárias.


"Segundo aparenta, Gerardo tem também alterações na pressão arterial. É um homem jovem, acaba de completar 45 anos, mas passou 12 em condições realmente muito difíceis e tensas", recordou. Alarcón manifestou sua preocupação pela saúde do antiterrorista cubano, sobretudo porque não tem atenção médica.


"Reclamamos diante do Departamento de Estado e até agora não tivemos resposta. Porque não se trata somente de que esteja em um buraco, mas em condições de castigo dentro do buraco", recordou. Advertiu ainda que Gerardo está sem comunicação com seus advogados, justo quando se realizam trâmites de apelação, uma situação que se repetiu constantemente durante todo o processo.


"Gerardo deveria estar trabalhando com seus advogados na fundamentação do habeas corpus. Disso o governo estadunidense sabe e, neste momento, o têm sem comunicação com seus advogados, sem receber correspondência, completamente isolado, e, ainda por cima, doente, com riscos para sua integridade física", enfatizou.


Fonte: Prensa Latina

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